Nunca poderia ter imaginado que o título desse blog seria
tão aplicável à realidade dessa primeira semana em Itaquera. Perdido, de fato,
foi como fiquei nos primeiros dias. Depois, a gente acaba se acostumando à
realidade de estar em uma cidade grande na qual não se pode confiar nas pessoas.
Esse post e mais dois foram escritos no mesmo dia (7/6),
mas serão publicados em datas diferentes, para separar os assuntos. Como o
quarto livro de As Crônicas do Gelo e Fogo, os acontecimentos são simultâneos
(com exceção do segundo). Neste post, tratarei da vida no trabalho; no segundo,
do nosso primeiro domingo; no terceiro, da nossa vida na pousada.
Saímos do centro universitário na sexta, no começo da
noite, e chegamos à pousada de madrugada. No sábado de manhã, após nos
registrarmos na Fatec (Faculdade de Tecnologia) ao lado do estádio, fomos ao
nosso local de trabalho pela primeira vez: o imponente Itaquerão recebia seus
fiéis torcedores, que faziam um esquenta para o jogo do dia seguinte, contra o
Botafogo. Por todos os cantos havia pessoas tirando fotos, gritando “vai
curintcha”, animados com a possibilidade de ver pela primeira vez o time do
coração ganhar em casa.
Embora sejamos estagiários, nossas credenciais nos permitem
acesso a dois terços do estádio (muito mais que vários outros contratados, do
Itaquerão ou de outras empresas). Exploramos bem o lugar, e já estamos mais ou
menos familiarizados.
Já no primeiro dia tivemos uma reunião com os rapazes
que, em seguida ficaríamos sabendo, seriam nossos chefes: um inglês, um alemão,
um canadense e, por sorte, um português, com quem podemos conversar mais à
vontade, em nosso próprio idioma.
A comunicação flui bem, é fácil de entender praticamente
100% de tudo o que eles dizem (com exceção do canadense, que fala muito mais
rápido; nesse caso, acredito que uns 75%). As instruções são transmitidas em
linguagem (quase inteiramente) técnica, então aprendemos palavras e construções
de frases novas todos os dias.
As tarefas nessa primeira semana não foram nem de longe o
que esperávamos. Carregar caixas de mais de 250 quilos arquibancada acima,
puxar cabos de transmissão do Centro de Controle às mesas de comentaristas
(cerca de 130!), carregar cadeiras e organizar fios foram praticamente nossa
ocupação durante esse período. O ambiente ali, porém, é tão bom, relax, que o
tempo passa rápido e conseguimos nos divertir na realização desses serviços.
Além de tudo, podemos gastar nosso inglês à vontade com os
alemães, franceses, belgas, e todos os outros funcionários de diferentes etnias
que trocam ideias com a gente o dia inteiro, inclusive durante alguns
churrascos promovidos por um dos nossos!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirVai nessa, filhão!
ResponderExcluirvaleu, pai!
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