sexta-feira, 30 de maio de 2014

Outubro

Em pouco mais de 24 horas*, todos partiremos rumo aos nossos alojamentos em Itaquera! Um lapso fez com que me esquecesse de que possuía material para incrementar aquele primeiro post, sem precisar recorrer às imagens da assessoria da Unifae. Melhor corrigir esse erro. 

Foto coletiva momentos depois da última avaliação, no terceiro dia
Hotel
Poucos alunos eram do mesmo curso, e quase não havia amigos da mesma classe. Em suma, decididamente não nos conhecíamos uns aos outros ao entrar no ônibus para realizar o workshop na PUC, em outubro. A divisão no hotel foi quase aleatória, e dei sorte, peguei um bom colega de quarto.

Happy hour na Choperia Opção, depois do exaustivo primeiro dia
As interações eram tímidas, todos – há exceções, claro – com receio de se soltar. Logo na primeira noite depois do work-shop, no entanto, combinamos de sair, conhecer alguns pontos, guiados pelos mais ambientados à cidade grande, e as conversas começaram a aparecer.

Workshop
Inglês nunca foi tão fundamental. Apesar de nunca ter tido um ensino tradicional da língua, o meu interesse acabou me ajudando. Lá pelos meus 12 anos, depois de ter assistido aos filmes do Harry Potter algumas dezenas de vezes, resolvi assisti-los em inglês, com legenda também em inglês, e pesquisava o significado de palavra por palavra. Levei alguns dias para terminar a Pedra Filosofal, e parti para os outros. Esse tempo “gasto” fez com que eu nunca mais precisasse estudar para uma prova de inglês na vida!
 
Introdução ao tema - nenhuma palavra em português!
As partes teóricas foram explicadas por vídeos e palestras, sobre como funciona a estrutura do broadcasting da Copa, a organização das estruturas, como se dá a transmissão, e outras coisas mais. Nas partes práticas, recebíamos as instruções e executávamos da melhor maneira possível, fosse para dispor câmeras em um estádio simulado, fazer uma gravação de voz, ou narrar uma partida de futebol.

Simulação de narração de futebol
Ao final do terceiro dia, exames escritos e entrevistas. Todos já nos dávamos bem, e embora isso nos tranquilizasse, o nervosismo inerente da situação de estarmos sendo colocados à prova nos preocupava. O pior de tudo é que os resultados não sairiam menos de um mês depois, por e-mail. Tudo o que tínhamos era nossa autoavaliação. Mas o importante é que, preocupados ou não, já nos conhecíamos melhor.

Aulas em classe
Passeios
Alguns de nós estavam em São Paulo pela primeira vez. Não era meu caso, já havia visitado a capital em duas ou três ocasiões. Mesma coisa que nada. O metrô para mim continua objeto de fascínio, uma máquina futurística, intrigante. Bom, nem tanto, mas é mais ou menos essa a ideia.

"Quem vai ficar? Quem vai partir?"
O mais estranho é o comportamento dos paulistanos. Não conversam, não olham para o lado. Quando nosso grupinho entrou no trem, depois de um happy hour perto da Paulista, rindo e jogando conversa fora, imediatamente fomos saudados com olhares “hostis” – talvez não seja a melhor palavra, mas foi como interpretei – dos moradores da Terra da Garoa.

A mais paulista de todas as avenidas
Caminhar pela Avenida Paulista pela primeira vez foi sensacional, é um dos locais mais bonitos que já pude ver. A opulência dos prédios, a limpeza da visão (os fios dos postes lá são subterrâneos), a Livraria Cultura – leia-se: Parque de Diversões –, a Rua Augusta, a culinária, a variedade de sotaques, tudo me impactou profundamente.

Parada no shopping

Restaurante perto do hotel
No último dia só queríamos comer um prato de arroz com feijão – nosso apetite já não aguentava mais a dieta que estávamos fazendo.



*escrito na manhã de quinta-feira, 29 de maio.

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