Vou
deixar o post sobre a primeira semana de convivência na pousada para depois,
para publicar dois mais urgentes antes... nada mudou radicalmente, não fará
diferença!
Finalmente,
Brasil!
O
primeiro jogo sob nossa responsabilidade havia chegado. Um dia antes, as
seleções de Brasil e Croácia já tinham feito os treinos no Itaquerão, enquanto
nossa equipe realizava alguns testes de áudio, de modo que eu já tinha feito o
primeiro contato com os jogadores – de longe, muito longe, não se enganem.
Mesmo
assim, o coração bate mais forte. Ali estavam David Luiz, Neymar, Marcelo,
Hulk, Júlio César... ali, na minha frente. Os jogadores que eu vejo na TV
diariamente. É difícil de explicar. A ficha não cai.
Abertura
Ao
sair de nossa sala de controle, podemos cruzar um corredor e sair nas tribunas
de imprensa do estádio, nas arquibancadas que não são filmadas pela televisão.
Acredito que lá haja a melhor vista de todas do campo, totalmente limpa e
ampla, sem pontos cegos ou difíceis de avistar. O acesso se dá por meio dos
vomitórios, as enormes entradas de ligação estádio-arquibancada.
Para ser justo com todo mundo, procuramos revezar: no primeiro tempo metade da
equipe trabalha na sala de controle e metade no campo, auxiliando os
comentaristas. No segundo tempo, invertemos.
No
jogo do Brasil, fiquei durante o primeiro tempo na tribuna. Pude ver com meus
próprios olhos a abertura, tão criticada pela imprensa em geral, mas ao mesmo tempo
impressionante para quem estava lá. Passamos meses ouvindo a música-tema da
Copa, e quando assistimos ao show com Cláudia Leitte, Jennifer Lopez e Pitbull em
um estádio com 60 mil pessoas, não pudemos ficar impassíveis (mesmo que a música
não seja realmente grande coisa, e tenham usado um playback).
O
que realmente toca o coração é o Hino Nacional. Confesso que chorei ao ouvi-lo,
nunca estive em uma execução tão bonita. Todos sabiam que o Hino pararia e a
torcida continuaria cantando, mas fazer parte é diferente. Isso marca.
Trabalho
Os
comentaristas precisam de ajuda em coisas básicas, ocupam bem nosso tempo. Não vi o primeiro gol (contra, mas só fiquei sabendo disso depois), nem o
segundo – esse vi mais ou menos, com o canto do olho. Mas comemorei bastante ao
perceber a bola na rede!
Ser
confundido com voluntário é praxe. Apesar de não fazer parte do nosso trabalho,
acabamos por ajudar os locutores a encontrar suas posições, por exemplo, até
porque temos o mapa já meio decorado na cabeça. Eles são muito gentis,
inclusive, pelo menos a maioria.
No
segundo tempo, fui para a sala de controle, onde tomamos conta da mixagem de 10
mesas de comentaristas ao mesmo tempo, cada um. Depois de ajustados uma vez,
com o nível de voz de cada narrador balanceado, o trabalho se torna mais
simples, embora precise de constante vigilância. Evidentemente, na hora do gol
não há muito o que se fazer: os áudios – principalmente dos sul-americanos –
vão todos para o vermelho.
Jogo da Morte
No
dia 19, faremos o Jogo da Morte, entre Uruguai e Inglaterra. Aquele que perder
com certeza não garante vaga para as oitavas de final, e em caso de empate
ambas as equipes perdem boas chances de avançar. Para nós, entretanto, será um jogo relativamente
mais simples, já que haverá menos mesas, mais tempo e mais prática de nossa
parte.
Que
dê tudo certo, e que vença o melhor!
Me emociono só de pensar como deve ser ouvir o Hino cantado pela massa!
ResponderExcluirSim, realmente é uma loucura!
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