O
segundo jogo cujos comentários ficaram sob nossa responsabilidade foi nada mais
nada menos que o Jogo da Morte entre Uruguai e Inglaterra, no qual a es-trela de
Suárez brilhou mais forte que a constelação inglesa.
Nosso
trabalho foi absurdamente mais simples que o do primeiro jogo (Brasil X
Croácia). Uma parte das tribunas de imprensa já foi removida do estádio, o que
facilita nossa locomoção entre elas e agiliza nosso atendimento aos comenta-ristas.
A única coisa que jogava contra era o frio gélido que nos atingia pelos ventos,
ali na parte mais alta das arquibancadas.
Mas
o jogo e a torcida incendiaram o campo de tal forma que nem se estivesse
nevando eu deixaria meu posto lá fora durante o segundo tempo. Antes do gol de
empate de Rooney a partida estava prestes a se tornar morna, mas depois daquele
golaço, fruto de um posicionamento preciso do ataque inglês, tudo vol-tou ao
clima de vencer ou sair da Copa.
A
Inglaterra tornou-se eficiente de uma hora para a outra, penetrando na área
adversária constantemente e com menos dificuldade. O Uruguai, no entanto,
servindo-se de uma hora ruim da zaga britânica, mostrou porque tem a melhor
dupla de ataque dessa edição (Suárez e Cavani) e despejou um balde de água fria
nos torcedores ingleses.
Destaque
para o verdadeiro show que a torcida uruguaia brindou aos jogadores, já que
permaneceram em festa no Itaquerão por vários minutos após o apito final,
pulando, cantando e celebrando a vitória nas arquibancadas – diferente-mente de
certa torcida cuja seleção também saiu vitoriosa aqui em São Paulo, mas sem a
mesma empolgação...
Neto e Loco Abreu
Dessa
vez, aproveitei ao máximo a vantagem de estar no estágio dos sonhos de
qualquer amante de esporte: conheci meus ídolos da área.
Temos
cerca de duas horas depois de cada jogo para guardar os equipamentos
disponibilizados aos comentaristas. Esse tempo é longo dessa maneira porque
muitos precisam fazer links depois do término para falar da partida em algum
programa.
Conforme
as tribunas se esvaziavam, pude avistar o Neto, ícone do esporte nacional e do
jornalismo esportivo pela Band. Continuei meu trabalho, mas marquei sua posição
e passei a retirar só os aparelhos próximos de seu setor. Por sorte, esbarrei
nele no vomitório, e pude tirar a foto – algo expressamente NÃO recomendado por
meus chefes. Mas o jornalista (no meu caso, estudante de jornalismo) acima de
tudo deve ser cara-de-pau. Pelo menos eu aprendi assim. Então aproveitei a
oportunidade e tirei a selfie bem na hora em que um de meus supervisores
passava. Ainda bem que ele é gente fina!
Outro
que eu sabia que estava comentando a partida como convidado de uma TV uruguaia
era Loco Abreu, que se destacou na Copa de 2010 pela famosa cavadinha em um
pênalti decisivo para o Uruguai. Tirei uma foto
dele conce-dendo uma entrevista antes do jogo e uma depois, comigo, também
quando ele saía das tribunas. Essa eu dei o azar de tirar na frente do número 2
da empresa... mas por sorte ele também é mente aberta, e entendeu que eu não
postaria ela publicamente, que era apenas uma relíquia.
Será
que no próximo jogo rola alguma outra foto? Pode não parecer, mas co-nhecer
esses caras e apertar suas mãos é realmente algo especial!
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