sábado, 21 de junho de 2014

O Jogo da Morte

O segundo jogo cujos comentários ficaram sob nossa responsabilidade foi nada mais nada menos que o Jogo da Morte entre Uruguai e Inglaterra, no qual a es-trela de Suárez brilhou mais forte que a constelação inglesa.

Nosso trabalho foi absurdamente mais simples que o do primeiro jogo (Brasil X Croácia). Uma parte das tribunas de imprensa já foi removida do estádio, o que facilita nossa locomoção entre elas e agiliza nosso atendimento aos comenta-ristas. A única coisa que jogava contra era o frio gélido que nos atingia pelos ventos, ali na parte mais alta das arquibancadas.

Mas o jogo e a torcida incendiaram o campo de tal forma que nem se estivesse nevando eu deixaria meu posto lá fora durante o segundo tempo. Antes do gol de empate de Rooney a partida estava prestes a se tornar morna, mas depois daquele golaço, fruto de um posicionamento preciso do ataque inglês, tudo vol-tou ao clima de vencer ou sair da Copa.

A Inglaterra tornou-se eficiente de uma hora para a outra, penetrando na área adversária constantemente e com menos dificuldade. O Uruguai, no entanto, servindo-se de uma hora ruim da zaga britânica, mostrou porque tem a melhor dupla de ataque dessa edição (Suárez e Cavani) e despejou um balde de água fria nos torcedores ingleses.

Destaque para o verdadeiro show que a torcida uruguaia brindou aos jogadores, já que permaneceram em festa no Itaquerão por vários minutos após o apito final, pulando, cantando e celebrando a vitória nas arquibancadas – diferente-mente de certa torcida cuja seleção também saiu vitoriosa aqui em São Paulo, mas sem a mesma empolgação...

Neto e Loco Abreu
Dessa vez, aproveitei ao máximo a vantagem de estar no estágio dos sonhos de qualquer amante de esporte: conheci meus ídolos da área.

Temos cerca de duas horas depois de cada jogo para guardar os equipamentos disponibilizados aos comentaristas. Esse tempo é longo dessa maneira porque muitos precisam fazer links depois do término para falar da partida em algum programa.

Conforme as tribunas se esvaziavam, pude avistar o Neto, ícone do esporte nacional e do jornalismo esportivo pela Band. Continuei meu trabalho, mas marquei sua posição e passei a retirar só os aparelhos próximos de seu setor. Por sorte, esbarrei nele no vomitório, e pude tirar a foto – algo expressamente NÃO recomendado por meus chefes. Mas o jornalista (no meu caso, estudante de jornalismo) acima de tudo deve ser cara-de-pau. Pelo menos eu aprendi assim. Então aproveitei a oportunidade e tirei a selfie bem na hora em que um de meus supervisores passava. Ainda bem que ele é gente fina!

Outro que eu sabia que estava comentando a partida como convidado de uma TV uruguaia era Loco Abreu, que se destacou na Copa de 2010 pela famosa cavadinha em um pênalti decisivo para o Uruguai. Tirei uma foto dele conce-dendo uma entrevista antes do jogo e uma depois, comigo, também quando ele saía das tribunas. Essa eu dei o azar de tirar na frente do número 2 da empresa... mas por sorte ele também é mente aberta, e entendeu que eu não postaria ela publicamente, que era apenas uma relíquia.

Será que no próximo jogo rola alguma outra foto? Pode não parecer, mas co-nhecer esses caras e apertar suas mãos é realmente algo especial!

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