quarta-feira, 11 de junho de 2014

Sobre o jogo e celulares

Uma vez que nosso Centro de Controle ainda estava sendo montado, tivemos uma folga, logo após nosso primeiro dia de trabalho. Por felicidade do destino, coincidiu com um dos poucos jogos antes da Copa no Itaquerão – Corinthians X Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro.

Em proveito a nossas belas credenciais, entramos de graça como funcionários, e pudemos desfrutar da melhor vista do campo de qualquer estádio, as cabines de narração. Não só assistimos a uma parte do jogo nas arquibancadas da imprensa como nos sentamos nas mesas de comentaristas para ver como eles enxergavam as partidas.

Foi a primeira vez que assisti a um jogo de times grandes. E a primeira partida em um estádio, também. O um a um pode ter sido decepcionante para toda uma nação, mas para mim foi especial, e ficará para sempre guardado em minhas memórias.

Lumia
Até porque todas as fotos incríveis e vídeos que eu fiz durante a partida se perderam. Saímos do Itaquerão e fomos ao Habib’s para jantar. Meu celular estava com pouca bateria, então deixei ele no bolso do moletom, onde nunca deixo nada, pois uso sempre os laterais da calça. Infelizmente fora assistir à partida com uma bermuda de apenas um bolso, que reservei para meus documentos.

Esse foi o fim do aparelho que fez as fantásticas fotografias dos posts mais antigos deste blog. Não sei se o esqueci em cima da mesa (o que é improvável, já que eu queria economizar bateria), se ele caiu ou se alguém realmente passou a mão nele. Só sei que o gatuno ainda aproveitou para logar no meu Facebook e no meu WhatsApp para fazer graça, o que me obrigou a bloquer o aparelho e o chip.

Fico feliz de saber que a última ligação que fiz com meu presente de 18 anos foi para o meu pai, no meio do jogo, com os urros da torcida ao fundo, para deixá-lo feliz com a oportunidade que estou tendo.

Isso fez com que eu perdesse temporariamente o acesso à minha conta no Google, razão de minha demora para atualizar o blog. Confesso que não imaginava como continuar com esses posts após perder minha principal ferramenta de trabalho (depois do cérebro), a qual já possuía excelente material para ser publicado aqui. Isso me deprimiu bastante por dois ou três dias, mas admito que não precisar cuidar constantemente de um gadget caro nem responder ao WhatsApp e ao Messenger a cada cinco minutos é libertador.

Às vezes estou com meus amigos conversando em um dos quartos e calha de todos ficarem em silêncio, fitando o visor ou digitando alguma resposta a alguém no celular. Começo a questionar se esse é um comportamento saudável. E humano.

Xing Ling
Para não ficar sem celular, aproveitei um dia em que fomos à 25 de Março para comprar uma réplica de Galaxy S3 Mini. Não dá para comparar com meu equipamento anterior, mas pelo menos ficarei em contato com as pessoas novamente, para casos como o do dia em que esqueci minha credencial e cheguei uma hora atrasado no serviço para tirar uma nova – se eu tivesse celular, teria economizado muito tempo.

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