Em
pouco mais de 24 horas*, todos partiremos rumo aos nossos alojamentos em
Itaquera! Um lapso fez com que me esquecesse de que possuía material para
incrementar aquele primeiro post, sem precisar recorrer às imagens da
assessoria da Unifae. Melhor corrigir esse erro.
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| Foto coletiva momentos depois da última avaliação, no terceiro dia |
Hotel
Poucos
alunos eram do mesmo curso, e quase não havia amigos da mesma classe. Em suma,
decididamente não nos conhecíamos uns aos outros ao entrar no ônibus para
realizar o workshop na PUC, em outubro. A divisão no hotel foi quase aleatória,
e dei sorte, peguei um bom colega de quarto.
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| Happy hour na Choperia Opção, depois do exaustivo primeiro dia |
As
interações eram tímidas, todos – há exceções, claro – com receio de se soltar.
Logo na primeira noite depois do work-shop, no entanto, combinamos de sair,
conhecer alguns pontos, guiados pelos mais ambientados à cidade grande, e as
conversas começaram a aparecer.
Workshop
Inglês nunca foi tão fundamental. Apesar de nunca ter tido um ensino tradicional da
língua, o meu interesse acabou me ajudando. Lá pelos meus 12 anos, depois de
ter assistido aos filmes do Harry Potter algumas dezenas de vezes, resolvi
assisti-los em inglês, com legenda também em inglês, e pesquisava o
significado de palavra por palavra. Levei alguns dias para terminar a Pedra
Filosofal, e parti para os outros. Esse tempo “gasto” fez com que eu nunca mais
precisasse estudar para uma prova de inglês na vida!
As
partes teóricas foram explicadas por vídeos e palestras, sobre como funciona a
estrutura do broadcasting da Copa, a organização das estruturas, como se dá a
transmissão, e outras coisas mais. Nas partes práticas, recebíamos as
instruções e executávamos da melhor maneira possível, fosse para dispor câmeras
em um estádio simulado, fazer uma gravação de voz, ou narrar uma partida de
futebol.
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| Simulação de narração de futebol |
Ao
final do terceiro dia, exames escritos e entrevistas. Todos já nos dávamos bem,
e embora isso nos tranquilizasse, o nervosismo inerente da situação de estarmos
sendo colocados à prova nos preocupava. O pior de tudo é que os resultados não
sairiam menos de um mês depois, por e-mail. Tudo o que tínhamos era nossa
autoavaliação. Mas o importante é que, preocupados ou não, já nos conhecíamos
melhor.
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| Aulas em classe |
Passeios
Alguns
de nós estavam em São Paulo pela primeira vez. Não era meu caso, já havia
visitado a capital em duas ou três ocasiões. Mesma coisa que nada. O metrô para
mim continua objeto de fascínio, uma máquina futurística, intrigante. Bom, nem
tanto, mas é mais ou menos essa a ideia.
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| "Quem vai ficar? Quem vai partir?" |
O
mais estranho é o comportamento dos paulistanos. Não conversam, não olham para
o lado. Quando nosso grupinho entrou no trem, depois de um happy hour perto da
Paulista, rindo e jogando conversa fora, imediatamente fomos saudados com
olhares “hostis” – talvez não seja a melhor palavra, mas foi como interpretei – dos moradores da Terra da Garoa.
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| A mais paulista de todas as avenidas |
Caminhar pela Avenida Paulista pela primeira vez foi sensacional, é um dos locais mais
bonitos que já pude ver. A opulência dos prédios, a limpeza da visão (os fios
dos postes lá são subterrâneos), a Livraria Cultura – leia-se: Parque de
Diversões –, a Rua Augusta, a culinária, a variedade de sotaques, tudo me
impactou profundamente.
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| Parada no shopping |
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| Restaurante perto do hotel |
No
último dia só queríamos comer um prato de arroz com feijão – nosso
apetite já não aguentava mais a dieta que estávamos fazendo.
*escrito na manhã de quinta-feira, 29 de
maio.




















