Desde
que fomos selecionados para participar do workshop na PUC, em outubro,
recebemos mensalmente, por e-mail, um jornal da empresa em que trabalhamos, o
qual traz informações e notícias de todas os estádios e equipes que traba-lham
para a realização da transmissão da Copa do Mundo.
Essa
semana recebi um pedido para escrever um depoimento sobre essa experi-ência,
meus aprendizados, o que levarei disso para a vida, para ser publicado na
última edição desse periódico. Enfim, nada poderia melhor simbolizar a iminente
chegada do fim.
O
depoimento ficou meio genérico, puxei o saco da empresa, escrevi o que acre-dito
que eles queiram publicar. Mas posso redigir aqui algumas linhas sobre o que
realmente foi essa oportunidade para mim.
Trabalho
A
empresa, de fato, é demais. Não consigo pensar em alguma outra que possa ser
tão atenciosa com seus empregados, que disponibilize tantos recursos para que
nos sintamos absolutamente confortáveis para desempenhar nossas funções.
Sério,
nós temos Coca, cookies, Del Valle e barras de cereal de graça o dia in-teiro;
ganhamos uma mala e uma mochila com vários conjuntos de uniformes – inclui
colete, chapéu, calças, bermuda, moletom, jaqueta, camisetas e polos; temos o
horário de trabalho mais flexível do mundo (combinado ao final de cada dia);
podemos decidir entre nós como realizar cada tarefa... e assim vai, por inú-meras
benesses diárias ao longo desse espaço de tempo.
Estrelas
Eu
assisti com meus próprios olhos a Messi, Courtois, Neymar, Robben, David Luiz,
Sneijder, Suárez, Hazard, Shaqiri,
Alexis Sánchez e Modric, além dos muitos outros que estou
injustamente deixando de fora.
Conheci,
apertei a mão e tirei fotos com Datena, Denílson, Loco Abreu, Nivaldo Prieto,
Ronaldo Giovanelli e Neto. Vi-os em ação, narrando e comentando, bem como a
vários outros jornalistas esportivos top de linha.
São Paulo
Conheci
vários lugares de São Paulo junto com meus colegas e aprendi a me locomover na
terceira maior cidade do mundo. Acompanhei uma etapa do TCC de dois grandes
amigos meus, que entrevistaram um conceituado jornalista espor-tivo aqui em São
Paulo (essa experiência usarei daqui a dois anos, quando fizer o meu próprio
trabalho!).
Entendi,
ou pelo menos pude ver, como funciona a logística da organização do maior
evento esportivo do mundo. Fiz, junto com os outros estagiários, o Ita-querão
ficar pronto a tempo de receber a abertura da Copa – acreditem, isso aconteceu
devido a muito, muito esforço nosso!
2014
para mim será eternamente o ano da Copa. O ano em que absorvi muito
conhecimento em pouquíssimo tempo. Em que fiquei mais tempo fora de casa. Em
que pude reavaliar quaisquer limites que porventura ainda não tivesse superado.
Última semana
E
tudo isso acaba essa semana, meu contrato se encerra no dia 10 de julho.
Amanhã, aliás, é nossa “formatura”! Alguns representantes da FIFA estarão em nosso ambiente de trabalho, dirão algumas palavras, nos entregarão um
certi-ficado – o qual será imediatamente destacado em meu currículo.
Antes
do fim, faremos o melhor jogo dos seis que tivemos o privilégio de acom-panhar:
Argentina X Holanda. Desculpem-me todos, mas dessa vez torcerei para nuestros hermanos. Vamos reservar o
melhor para o final – vencê-los nós mes-mos!
Meu trabalho acabará, mas
a Copa ainda durará mais um pouco. Força, Brasil! Que essa seja a final das
finais. Brasil X Argentina – sem medo de outro Mara-canazo.
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